HISTÓRIA DE NOVA BELMONT

Cap. 2 - Clube-Império do Jornalzinho

Fundação: política e revoluções
O Clube-Império é a base de Nova Belmont. Foi fundado em 4 de Dezembro de 1986 quando Renato Nunes Bastos editou o primeiro Jornalzinho, que basicamente continha os símbolos nacionais do novo país, como bandeira, brasão de armas, selo oficial e, se não estiver enganado, o hino nacional. (Isso será verificado assim que eu conseguir resgatar nossos antigos documentos, onde se encontra o primeiro Jornalzinho. O país foi fundado na cidade de Castelo-ES, onde os documentos ficaram, devido ao período de Hibernação, a ser comentado mais à frente).

Nesse primeiro dia, Renato, seu irmão Marcelo e seu amigo Luciano Cesconetto Stelzer formaram o "Clube do Jornalzinho". Foi escolhida a nomenclatura "clube" de modo que o país não chamasse muito a atenção ou arrumasse maiores complicações com pessoas e governos externos ao país (lembre-se, embora a ditadura no Brasil estivesse se extingüindo, ainda havia um certo "receio" da população). No mesmo dia foi realizada a primeira eleição no país, que levou o fundador a ser o primeiro Presidente do Jornalzinho. Os demais fundadores foram alocados nos demais cargos, e assim estava formado o primeiro governo do país, uma República Presidencialista. Nos meses que se seguiram houve algumas tentativas de mudança de nome, algumas revoluções. Por exemplo, quando foi decidido que a República seria agora Parlamentarsita, tentou-se mudar o nome do país para República do Jornalzinho, mas por tradição e comodismo foi mantido o nome antigo.

 

Revolução CCOC-KC:
Em 1990 veio a primeira grande Revolução. A Revolução do KC-CCOC. No dia 10/julho/1990, numa das crises do Jornalzinho, em que o país quase foi extinto, foram criados o KC (Knowledge Club) e o CCOC (Central de Conhecimento de Outro "Clubes"). A intenção do KC seria substituir o Jornalzinho, e voltar a população apenas para interesses culturais, incentivar o estudo e pesquisa sobre os mais variados assuntos, até emsmo formar uma verdadeira biblioteca de conhecimento sobre tudo, e usar esse conhecimento para desenvolvimento do país. O CCOC era uma proposta de um órgão similar à ONU. Ou seja, o KC seria o primeiro país filiado a esse órgão, que serviria para unir outros possíveis países que pudessem existir. Note-se que não se sabia se haveria outros países, mas cogitava-se que pudessem haver outros "loucos" como nós.

O fato é que os dois projetos (KC e CCOC) não vingaram como foram propostos, e o Jornalzinho acabou por se fortalecer,ao invés de acabar. Nesse momento o país torna-se uma monarquia absolutista, o Império do Jornalzinho, em incorpora os dois órgãos propostos para dentro de si. O nome "Império" foi usado pelo fato da incorporação dos dois órgãos, e do aumento do território do país para além dos limites da casa em que o Fundador morava - o quintal foi incorporado ao território do país, como um "jardim botânico".

O CCOC passou a ser um órgão semelhante a um Ministério das Relações Exteriores, e o KC vira um Ministério da Educação e Cultura. Embora o CCOC não tenha nunca se relacionado com outros países, ele permaneceu vivo por todo o tempo desde então. O KC passou a promover os eventos culturais que o Jornalzinho fazia, e contribuiu para grande parte do próprio jornal. O Jornalzinho, que sempre avaliou seus membros periodicamente nas mais diversas áreas de conhecimento e atividade no país, agora contava com um órgão especificamente para tal tarefa. O KC costumava também intimar os cidadãos aleatoriamente a pesquisarem sobre determinados assuntos para constar do "boletim de notas" do cidadão, que saía periodicamente, e servia para avaliar o interesse do cidadão. O boletim não avaliava apenas conhecimento, mas também o nível de atividade no país, por exemplo se o cidadão estava cumprindo com suas tarefas, comportamento e idéias nas reuniões do Conselho, etc.

Poco tempo depois dessa revolução o país passa a ser uma Monarquia Parlamentarista, e o país passa a se chamar Clube-Império do Jornalzinho, nome que se manteve até 2002. O nome "clube" vota ao nome do país para diferenciar as fases da monarquia, e por motivos de resgate da tradição. Durante essa nova fase, vários novos cidadãos apareceram, como André e Ana Carolina Scabello Scolforo, Rubens Rangel, Antônio Clóvis Bravim Jr., entre outros.

Vida política - partidos - leis:
A vida política sempre foi muita agitada no Jornalzinho. Houve épocas em que havia mais partidos que membros, no entanto. Desse modo, as coligações eram coisas muito comuns, e na verdade, muitos partidos tinham idéias e fundadores comuns. Era permitido que um cidadão fosse membro de mais de um partido, o que acabava contribuindo para as coligações. Isso fazia também com que as coligações fossem, na verdade, partidos, já que raramente um partido saía de uma coligação. Apenas era uma questão de se fundir os partidos ou não. De fato, as coligações já agiam como se os partidos fossem um só.

A democracia sempre foi respeitada, em termos. Mesmo durante o período "absolutista", havia eleições para os demais cargos. E durante as outras fases, sempre houve eleições, pelo menos para o chefe-de-governo, seja ele o Presidente, ou Primeiro-Ministro. Em todas elas, Renato acabou sendo o vencedor das eleições, e os demais cidadãos eram alocados pelos outros cargos.

Desde a primeira Constituição ficou estipulado que o Fundador ficaria num nível acima dos "poderes" do governo, de modo a controlar eventuais Golpes de Estado. Mesmo assim, como pôde-se notar, os golpes ocorreram. Muitos até com o apoio do Fundador, que mantinha-se no poder mais alto - ou o golpe seria um fracasso desde o início.

A última Constituição do Jornalzinho criava 3 poderes: um poder "Executivo" que não executava - formado pelo Imperador, apenas representava o país - um poder Legislativo, que não só fazia as Leis, mas executava de fato - era formada pelo Primeiro-Ministro e outros ministros, e os mesmos formavam o Parlamento - e um poder Judiciário.

Economia:
A vida econômica do Clube-Império também era das mais complexas e originais. Inicialmente, logo nos primeiros anos foi criada a primeira moeda: o Botão (B$) dividido em 10 (dez) Buracos (b$). Infelizmente o Plano-Botão não durou muito, pois o país não estava muito interessado em dinheiro - o próprio Luciano perguntava "pra que?". Assim, o Botão foi extinto. Mas menos de um ano depois, mais um plano econômico aapreceu,e fez uma verdadeira revolução no país. Foi criado o Cruzeiro do Norte (CN$), dividido em 100 (cem) Cruz-Credos (cc$). Com a criação dessa moeda, e de um plano de salários para os cidadãos de acordo com seu emprego, foi fundado o Banco do Jornalzinho, o banco oficial "do povão", onde todos tinham sua conta e recebiam seus salários. Foi apenas uma questão de tempo para que Marcelo Nunes Bastos criasse o Banco do Jornaleco, que também operaria com essa moeda e seria o "concorrente" do banco oficial, com suas aplicações diferentes.

Na mesma época foi aberta a Bolsa de Valores do Jornalzinho, a única que possuía ações de valor negativo no mundo. As "empresas" que tinham ações na Bolsa era, na verdade, várias cidades do mundo. Ou seja, se você fosse rico, poderia comprar 50% do Rio de Janeiro, ou talvez 15% de Amsterdam. A flutuação dos valores das ações era muito aleatória, e realmente aplicar na bolsa era um jogo, onde você poderia ganhar muito, ou perder tudo em pouco tempo. A característica mais criativa dessa Bolsa de Valores eram as chamadas ações negativas. Eram ações com valores... negativos! Ao invés de você investir seu pobre dinheirinho em ações, a Bolsa investia em você! Obviamente, quanto menos ela valesse, melhor para você, que recebia mais dinheiro, e vice-versa. A Bolsa de Valores foi criada inicialmente para conter a inflação que se gerou devido aos altos juros das aplicações dos bancos. Por esse motivo, foi também proibida a "aplicação" em ações negativas - ou seja, embora a idéia existisse, ninguém nunca usurfruiu dessas "aplicações".

Com a subida da inflação e constante aumento na necessidade de impressão de papel-moeda, que desvalorizava o dinheiro, uma vez ao ano era cobrado o imposto de renda, que praticamente depenava os cidadãos. Costumava ser algo em torno de 90% de todo o dinheiro da pessoa - ou mais, dependendo da situação do país.

Face a esse problema, nasceram mais dois bancos concorrentes, e utilizando uma brecha na lei, criaram suas próprias moedas. Nasceu o Banco Imperial, fundado por Renato, cuja moeda era o Toulouse (T$) formado por 1000 (mil) Montpeliers (mp$) e o Banco do Luciano, que usava como moeda o Aurélio (A$) dividido em 100 (cem) Buarques (não havia símbolo para o buarque). Esses novos bancos possuiam aplicações com juros muito mais baixos, mas valores de câmbio flutuante altos. Isso servia para dimimuir a quantidade de CN$ circulando, e podia almentar os lucros dos investidores, a menor ritmo (ou talvez até maior, dependendo da flutuação do câmbio).

Empresas:
Havia algumas empresas no país estatais e privadas, e até holdings. Uma grande estatal era a empresa dos Correios, que cobrava pelos seus serviços de entrega de cartas entre os cidadãos. Havis inclusive todo um sistema de Endereçamento Postal, um "CEP".

Na área de telecomunicações havia apenas a estatal Rádio Jornalzinho. A rádio nasceu através da idéia de transmissão de um programa de rádio esporadicamente, após o Fundador ganhar um par de walkie-talkies e perceber que a pequenas distâncias era possível escutar as conversas em determinada freqüência no rádio - embora fosse baixo e quase imperceptível para quem não conhecesse a "rádio". As distâncias realmente eram pequenas, mas era diversão garantida. Pode-se dizer que era mesmo uma rádio! A rádio transmitia notícias, havia programação cultural e educativa, e dois programas "de auditório" (nunca houve "auditório") - em que eram distribuídos/sorteados prêmios em dinheiro (CN$). O principal programa era o RENUBAS, que vendia carnês semelhantes aos do Silvio Santos e possuía concursos de adivinhar qual seria a música escolhida do dia, sorteios de números, etc. Era apresentado pelo próprio Imperador. O programa MARNUBAS era apresentado por Marcelo, e era o "concorrente" do Renubas. Com formato parecido, vendia as "famosas Rasgadinhas" que podiam vir premiadas (ou não).

Na área de jornalismo havia o jornal oficial (Jornalzinho) e o único "concorrente" era o Jornaleco, editado por Marcelo, irmão de Renato.

Outra estatal era a LOTOJ. Nada mais era que uma grande lotérica, em que se podia jogar nos jogos tradicionais de Loto e Loteria Esportiva (os jogos eram os dos campeonatos de Futebol de Botão do Reino de Belmont, como descrito mais abaixo)

A "holding" RNB foi incialmente uma empresa privada criada pelo Fundador, para servir a várias necessidades do povo. Começou a crescer, patrocinando alguns eventos esportivos e fazendo até comerciais no Jornalzinho e Rádio Jornalzinho além de campanhas políticas. Teve presença marcante também no Reino de Belmont, como será visto em outro capítulo. Essa holding foi uma das responsáveis pela Fusão. Foi a primeira empresa a estar presente nos dois países. Comprou o Banco Imperial e o Banco Real (do Reino de Belmont), e começou a atuar em quase todas as áreas dos dois países, foi grande parceiro dos programas culturais do KC. Marcelo tentou montar a MNB, mas ela acabou fazendo mais sucesso no reino de Belmont.

Esportes:
Vários eram os eventos esportivos no Jornalzinho. Houve campeonatos de Xadrez, Futebol de Botão, Ping-Pong e Futebol.

Com certeza o setor mais agitado era o de Futebol de Botão. Muitos campeonatos eram disputados. Nos últimos anos os times acabavam por disputar o segundo lugar, pois quase sempre o campeão era o Flamengo. Apenas em uma das vezes o Flamengo perdeu a final para a Alemanha. O Futebol de Botão no Jornalzinho era unificado com o Reino de Belmont. Os campeonatos eram na verdade realizados no Jornalzinho, mas eram campeonatos de Belmont. Os times pertenciam aos dois países - mais um ponto de fusão.

Os times eram o Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo (campeão dos primeiros anos. Depois entrou em decadência), Espanha, Alemanha, Brasil, Corinthians, Grêmio e São Paulo. O Botafogo venceu durante 2 os campeonatos, mas depois veio a dominação rubro-negra (até então o Flamengo ficava só em segundo lugar), e apenas em um campeonato o Alemanha venceu a grande final. Outros times fortes eram o Corinthians, Vasco, Espanha e Alemanha. Mas os demais acabavam surpreendendo muitas vezes.

No Xadrez e no Ping-Pong foram criados times exclusivamente do Jornalzinho, e no fim só houve um campeonato de cada uma dessa competições que chegou ao fim, mas que agitaram o Império por um bom tempo.

O que menos se jogava era o Futebol, até por haver poucos cidadãos no país. Os times eram formados por um ou dois cidadãos que competiam pelos times da tabela.

  1. Introdução
  2. Clube-Império do Jornalzinho
  3. Reino de Belmont
  4. A Hibernação
  5. A Fusão
  6. O Despertar: a Revolução da Internet
  7. A Invasão